Mato Grosso do Sul, 7 de outubro de 2026

Pantanal rumo à COP30: MS e MT unem forças por soluções climáticas

Pré-COP em Campo Grande destaca bioma e Pagamento por Serviços Ambientais

O maior evento climático do planeta, a COP30, acontecerá no Brasil em 2025 e tem no Pantanal, bioma compartilhado por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, um dos seus protagonistas. Em um encontro preparatório (Pré-COP) realizado em Campo Grande, os estados uniram-se para articular uma mensagem clara: a preservação ambiental deve caminhar lado a lado com a prosperidade econômica.

O debate, que reuniu líderes estaduais, como o governador Eduardo Riedel (MS) e o presidente do Consórcio Brasil Verde, Renato Casagrande (ES), além de Ana Toni, diretora executiva da COP30, buscou dar visibilidade às soluções climáticas concretas já implementadas no coração do Brasil.

O Exemplo de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul se posiciona como um modelo de equilíbrio entre desenvolvimento e conservação. O estado não apenas é um dos que mais crescem economicamente, como também foi um dos primeiros a concluir seu inventário de gases de efeito estufa e a lançar o programa MS Carbono Neutro 2030.

No Pantanal, o bioma mais preservado do mundo e a maior planície alagável, o segredo da conservação reside em políticas inovadoras e no envolvimento do setor privado.

“Mato Grosso do Sul tem uma contribuição muito grande ao instituir, numa lei de preservação, que é a Lei do Pantanal, um instrumento econômico muito forte através do Fundo do Clima e dos seus programas de financiamento dos serviços ambientais,” afirmou o governador Eduardo Riedel.

O estado utiliza o mecanismo de Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), remunerando produtores rurais que garantem a biodiversidade e mantêm mais de 80% da vegetação nativa preservada em coexistência com a pecuária tradicional. É um exemplo prático de que preservar pode, e deve, gerar valor.

O Novo Foco da COP30: Preservação e Economia

Historicamente dominada pela discussão sobre a Amazônia, a COP30, que será realizada em Belém (PA), terá o papel de valorizar a diversidade de biomas do Brasil.

Ana Toni, diretora executiva do evento, enfatiza que a conferência buscará “mudar essa chave” no debate global.

“E não tem combate à mudança do clima sem a preservação dos nossos biomas, que é fundamental. Temos uma COP na Amazônia, mas vamos falar de todos os biomas,” disse.

Ela reforça que o grande legado da COP30 será o foco na preservação com estímulos econômicos. Não basta apenas falar em conservação; é preciso criar instrumentos de mercado, como o Fundo Clima e o mercado de carbono, para dar prosperidade a quem está na linha de frente do desafio.

A Força da União Subnacional

O encontro da Pré-COP resultou na Carta do Pantanal, um documento que será entregue à presidência da COP30. Esta carta manifesta a visão conjunta dos estados e territórios pantaneiros, pedindo um “olhar mais moderno para a política pública de meio ambiente no Brasil,” que inclua mecanismos de mercado para manter a preservação.

A integração entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso é vista como essencial para proteger este patrimônio da humanidade, cujas características regionais demandam ações conjuntas e coordenadas.

O Pantanal, com suas soluções inovadoras, prova que o Brasil é, de fato, um provedor de soluções climáticas, e a COP30 será a grande oportunidade para que o mundo conheça essa realidade.

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