Mato Grosso do Sul, 7 de outubro de 2026

Veterinária presa por queimar marido diz que está arrependida

Servidor público federal teve 30% do corpo queimado e está intubado, esposa se arrepende do episódio

A médica veterinária de 42 anos presa em flagrante por tentar matar o marido, um servidor público federal de 41 anos, alegou em depoimento à polícia que não tinha a intenção de feri-lo, mas sim de assustá-lo durante uma discussão por ciúmes. O crime ocorreu na última segunda-feira (22), no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. A vítima sofreu queimaduras graves em cerca de 30% do corpo e permanece intubada no Hospital Proncor. A suspeita passa por audiência de custódia nesta terça-feira (23).

De acordo com o registro policial, o desentendimento foi motivado por suspeitas de uma traição que teria ocorrido em Brasília. Durante a briga, que foi presenciada pelos filhos do casal, de 9 e 22 anos, a mulher jogou álcool de limpeza na mochila do companheiro. Ela nega ter lançado o produto diretamente na vítima, sugerindo que a roupa do homem pode ter ficado encharcada no momento do movimento.

Na sequência, o servidor correu para a garagem e foi perseguido pela esposa, que portava um isqueiro. A veterinária afirmou que pretendia apenas intimidá-lo com o barulho do acendedor para que ele “falasse a verdade”, mas acabou percebendo a camiseta do marido mudar de cor devido às chamas. Ambos caíram ao chão na tentativa de apagar o fogo, e a filha do casal auxiliou utilizando uma mangueira do quintal.

Após o ocorrido, a própria suspeita socorreu o marido, levando-o de carro a um hospital particular e, posteriormente, pagando uma ambulância privada para a transferência até a UTI do Proncor. Embora as informações iniciais sugerissem que 80% do corpo do servidor havia sido atingido, o boletim de ocorrência retificou a área lesada para um terço da superfície corporal.

Em seu interrogatório, a mulher expressou profundo arrependimento e declarou que agiu por impulso ao acreditar que a ameaça seria a única forma de obter uma confissão. Ela informou ainda que é diagnosticada com depressão e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), e que estava sem acesso aos seus medicamentos habituais há cerca de 15 a 20 dias.

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