Mato Grosso do Sul, 8 de outubro de 2026

MS decreta corte de gastos para manter contas e investimentos em 2026

Governo estadual limita despesas para garantir meta fiscal e nota CAPAG

O Governo de Mato Grosso do Sul publicou, nesta quinta-feira (13), o Decreto nº 16.736, que estabelece um rígido controle de gastos públicos até o fim de 2026. A medida visa equilibrar as contas diante da queda na arrecadação do ICMS sobre o gás natural boliviano, garantindo a manutenção dos serviços essenciais e dos investimentos previstos sem aumentar impostos.

O que muda na prática?

As novas diretrizes valem para toda a Administração Direta, Autárquica e Fundacional. Entre as principais ações estão:

  • Teto de gastos: Empenhos limitados ao patamar executado no ano anterior.
  • Corte de contratos: Manutenção da redução de 25% nos contratos de custeio.
  • Restrições: Orientação para evitar compra de veículos e mobiliários, além da redução de diárias, passagens e horas extras.
  • Folha de pagamento: Despesas com pessoal seguem as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Gestão técnica e Nota B (CAPAG)

A estratégia foca na preservação da Capacidade de Pagamento (CAPAG) com nota mínima B, critério fundamental para que o Estado continue recebendo investimentos e financiamentos. Segundo o texto, os gestores de cada órgão responderão diretamente pela adequação das despesas.

Manutenção da menor alíquota de ICMS do Brasil

Mesmo com a retração econômica no setor energético, o Governo de MS confirmou que manterá a alíquota modal do ICMS em 17%, a menor do país. A escolha de ajustar a “máquina pública” em vez de elevar impostos busca proteger o consumidor e estimular a competitividade estadual.

“O decreto não representa retração, mas um instrumento de governança para assegurar investimentos estratégicos em infraestrutura e áreas sociais”, afirma o documento.

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