Estado combate surto de Chikungunya em aldeias de Dourados e Itaporã

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), intensificou as ações de combate às arboviroses nas aldeias indígenas da região de Dourados e Itaporã. A medida responde a um cenário epidemiológico crítico em 2026: a incidência de Chikungunya este ano já supera o mesmo período de 2025, com 150 casos confirmados e três óbitos registrados na reserva indígena.
A força-tarefa é uma resposta coordenada entre o Estado, o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e lideranças locais para conter a transmissão ativa que pressiona o sistema de saúde da região, que atende mais de 21 mil indígenas.
Mutirão de limpeza e controle vetorial
Entre os dias 9 e 11 de março, um mutirão percorreu as aldeias Jaguapiru e Bororó, mobilizando cerca de 100 profissionais. Em apenas três dias, as equipes alcançaram resultados expressivos no controle do mosquito Aedes aegypti:
- Imóveis vistoriados: 2.355
- Focos encontrados: 589 (90% concentrados em caixas d’água, lixo e pneus)
- Imóveis tratados: 1.156
- Ações de bloqueio: Uso de máquinas costais e pulverização com inseticida (LECO) em áreas críticas.
“Ao mesmo tempo em que temos que assegurar a linha assistencial, é preciso com urgência fazermos o controle vetorial em toda a região”, destacou a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone.
Integração entre Poder Público e Comunidade
A estratégia de enfrentamento foca na união de esforços entre diferentes esferas governamentais. Além da SES e do Ministério da Saúde, participam da ação o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), a Força Nacional do SUS e o Hospital Universitário da UFGD.
A prioridade imediata é a eliminação de criadouros e o suporte logístico para o descarte adequado de resíduos. O monitoramento será contínuo, com a instalação de ovitrampas para mapear a densidade populacional do mosquito e direcionar novas intervenções nas próximas semanas.



