Trump eleva tarifa global para 15% após derrota na Suprema Corte

Apenas 24 horas após sofrer uma derrota na Suprema Corte e anunciar uma tarifa substitutiva de 10%, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a alíquota para 15% neste sábado (21). A decisão, comunicada via rede social Truth Social, tem efeito imediato e visa compensar a anulação do “tarifaço” anterior pela Justiça americana.
Reação à Suprema Corte
Trump classificou a decisão judicial de sexta-feira (20) como “ridícula” e “antiamericana”. Segundo o presidente, o novo percentual de 15% está dentro do limite “legalmente permitido” e serve como resposta a países que, segundo ele, exploram os EUA comercialmente.
Manobra Jurídica: Seção 122
Para contornar o bloqueio judicial, a Casa Branca acionou a Seção 122, um dispositivo legal raramente utilizado que permite ao presidente impor tarifas para equilibrar o déficit comercial.
Os limites da nova estratégia:
- Prazo: A tarifa de 15% pode vigorar por apenas 150 dias, salvo aprovação do Congresso para prorrogação.
- Investigações: Trump também acionou a Seção 301 para investigar práticas desleais, processo que pode levar meses para resultar em novas taxas permanentes.
- Reembolso: A Justiça pode obrigar o governo a devolver cerca de US$ 175 bilhões arrecadados indevidamente na vigência das taxas anuladas.
Impacto na Economia e no Brasil
O mercado global monitora os reflexos dessa instabilidade tarifária. Embora a queda das taxas anteriores pudesse sugerir preços menores, especialistas alertam que o repasse ao consumidor não será imediato, pois muitas empresas usaram a margem de lucro para absorver os custos anteriores. No Brasil, o foco está na volatilidade do dólar e nas consequências para as exportações nacionais diante das novas barreiras de 15%.



