Mato Grosso do Sul, 7 de outubro de 2026

MS planeja ampliação da rede elétrica para destravar exportação de energia

Governo estadual e EPE discutem obras e leilão de transmissão para 2026

Campo Grande (MS) – Com uma matriz energética 94% limpa e produção que dobra o consumo interno, Mato Grosso do Sul busca agora superar o gargalo da transmissão para consolidar-se como grande exportador de energia. Em reunião realizada nesta segunda-feira (9), o governador Eduardo Riedel e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) discutiram o planejamento de obras e o leilão de transmissão previsto para 2026.

Atualmente, o estado deixou de ser importador para se tornar um fornecedor estratégico para o sistema nacional, impulsionado pelas fontes de biomassa e fotovoltaica. No entanto, a infraestrutura de “linhões” é insuficiente para escoar o excedente e atrair novas indústrias que demandam segurança energética.

Leilão e integração internacional

O presidente da EPE, Thiago Prado, apresentou ao Governo do Estado um diagnóstico que inclui as obras de transmissão a serem licitadas no primeiro leilão deste ano. Além disso, o plano contempla a integração energética entre Brasil e Bolívia.

“Apresentamos nosso planejamento de estudos e as obras que serão colocadas no leilão de 2026, bem como a integração com a Bolívia, que depende de um tratado internacional previsto para abril”, explicou Prado.

Potencial de crescimento e novos projetos

Segundo o secretário Jaime Verruck (Semadesc), o estado produz hoje mais do que o dobro do que consome, mas o sistema de transmissão atual está “travado”. Para destravar esse potencial, o Mato Grosso do Sul possui diversos projetos habilitados:

  • Gás Natural: 12 projetos para termelétricas.
  • Hidráulica: 10 projetos para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
  • Renováveis: Expansão contínua de biomassa e energia solar.

Desenvolvimento e sustentabilidade

A robustez energética é vista como peça-chave para a industrialização do estado. “Não há desenvolvimento sem energia”, afirmou Verruck, destacando que o estudo da EPE servirá como norte para as próximas décadas. O foco é garantir que o setor produtivo tenha estabilidade para operar e que o MS continue avançando na pauta da sustentabilidade global.

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