Mato Grosso do Sul, 8 de outubro de 2026

Comércio varejista de Mato Grosso do Sul volta a crescer em agosto

Setor registra alta de 0,3% e interrompe sequência de resultados negativos

O comércio varejista de Mato Grosso do Sul voltou a crescer em agosto de 2025, com alta de 0,3% em relação a julho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quarta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado interrompe a queda de 0,7% registrada no mês anterior e indica uma leve recuperação do setor, após um período de retração nas vendas.

Na comparação com agosto de 2024, o volume de vendas apresentou aumento de 0,4%, e o acumulado do ano chegou a 0,1%, enquanto a variação em 12 meses ficou positiva em 0,4%. Os dados mostram estabilidade no comportamento do comércio estadual e reforçam o papel do setor como um dos motores da economia sul-mato-grossense.

O levantamento do IBGE considera a receita bruta de revenda de empresas formais com 20 ou mais empregados, cuja principal atividade é o comércio varejista. Já no varejo ampliado, que inclui a venda de veículos, motos, peças, materiais de construção e produtos alimentícios no atacado, houve queda de 0,6% em relação a julho. Apesar da retração mensal, o segmento apresentou alta de 1,8% em comparação com agosto do ano passado e avanço acumulado de 0,7% em 2025, refletindo uma recuperação gradual do consumo e da confiança empresarial.

No cenário nacional, 16 das 27 unidades da federação registraram crescimento nas vendas do varejo em agosto. Os maiores avanços ocorreram no Rio Grande do Norte (2,6%), Maranhão (2,5%) e Paraíba (1,9%), enquanto Mato Grosso do Sul acompanhou a tendência positiva observada em boa parte do país. O resultado foi favorecido pela estabilidade da inflação, redução gradual dos juros e melhora do mercado de trabalho, fatores que têm estimulado o consumo das famílias e fortalecido o comércio.

Analistas avaliam que o setor varejista sul-mato-grossense deve encerrar 2025 em terreno positivo, ainda que com crescimento moderado. O controle dos preços, o aumento da renda média e o avanço de programas de crédito são apontados como os principais fatores que devem sustentar o ritmo de recuperação nos próximos meses, especialmente nos segmentos de alimentos, vestuário e materiais de construção.

Com o desempenho de agosto, o comércio estadual reforça seu papel na geração de empregos e na movimentação da economia local, mostrando que a retomada do consumo segue em curso, ainda que de forma gradual.

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