Mato Grosso do Sul, 7 de outubro de 2026

BNDES aprova R$ 350 milhões para Rumo expandir logística de biocombustíveis

Recursos do Fundo Clima financiarão locomotivas híbridas e novos vagões

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 350 milhões para a operadora logística Rumo. O aporte, proveniente do Fundo Clima, será destinado à compra de seis locomotivas híbridas e 160 vagões-tanque, com o objetivo de ampliar o transporte de biocombustíveis, especialmente o etanol de milho, na região Centro-Oeste.

Com o novo investimento, a capacidade de transporte da companhia deve saltar 928 mil m³ por ano, um incremento de 32% em relação ao volume movimentado em 2024.

Tecnologia híbrida e descarbonização

A grande inovação do projeto está nas locomotivas híbridas, que operam com um motor a combustão e outro elétrico alimentado por baterias. O sistema utiliza frenagem regenerativa para recuperar energia, reduzindo drasticamente o consumo de combustível.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa deve evitar a emissão de 62,3 mil toneladas de CO2 anualmente. “O transporte rodoviário emite oito vezes mais CO2 por tonelada-quilômetro útil do que o ferroviário”, pontuou Mercadante, destacando a viabilidade técnica da tração híbrida para a descarbonização imediata.

Liderança no agronegócio sustentável

A Rumo, maior operadora ferroviária privada do país, reforça seu papel estratégico no escoamento da produção nacional. Para Natália Marcassa, vice-presidente da empresa, o acesso a linhas como o Fundo Clima valoriza os atributos de sustentabilidade do modal ferroviário.

“Investir na ferrovia é crucial para consolidar a liderança global do Brasil em cadeias produtivas que exigem logística competitiva e sustentável”, afirmou Marcassa.

Sobre o Fundo Clima

Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e administrado pelo BNDES, o Fundo Clima é um dos principais instrumentos para financiar projetos que mitiguem as mudanças climáticas e incentivem inovações tecnológicas de baixo carbono no Brasil.

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