MS amplia rede de combate à violência de gênero e chega a 54 salas lilás

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul (MS) está intensificando suas ações no combate à violência contra a mulher, com foco na expansão e integração de serviços de proteção e acolhimento. A principal estratégia é a instalação das Salas Lilás nas delegacias da Polícia Civil.
Nesta semana, foi inaugurada a 54ª Sala Lilás no município de Pedro Gomes, reforçando a rede de enfrentamento e a integração com as políticas públicas municipais. A meta é atingir 57 Salas Lilás até o final do ano, com inaugurações previstas para Bela Vista, Antônio João (dia 19) e Nioaque (11 de dezembro).
Acolhimento Especializado e Humanizado
A iniciativa, iniciada em 2019, consolida-se como uma política de Estado. As Salas Lilás são espaços reservados e especializados dentro das delegacias, seguindo os princípios da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Não se trata apenas de implementar uma sala bonita, mas sim do esforço do poder público em tornar o atendimento às vítimas de violência doméstica e sexual mais humanizado. A sala lilás deve ser, antes de tudo, uma sala de acolhimento”, explica a delegada Christiane Grossi, responsável pelo projeto.
Nestes locais, as vítimas recebem suporte especializado para:
- Registro de boletins de ocorrência.
- Solicitação de medidas protetivas de urgência.
- Requisição de exames periciais.
O atendimento é realizado por equipes capacitadas, garantindo escuta qualificada e apoio, o que é crucial para reduzir o risco de revitimização e o impacto emocional. As salas também são equipadas para o depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas, impedindo que tenham que relatar o trauma diversas vezes.
Rede de Proteção Integrada
A expansão das Salas Lilás soma-se à estrutura de atendimento já existente, que inclui 12 Delegacias de Atendimento à Mulher (DAMs) no interior e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande, localizada na Casa da Mulher Brasileira.
O projeto atua em parceria com os serviços de assistência social dos municípios, que garantem o acompanhamento contínuo das vítimas, desde o registro da ocorrência até o encaminhamento para a rede de proteção psicossocial.



