Mercado do boi gordo inicia agosto em alta com oferta enxuta

O mercado físico do boi gordo inicia o mês de agosto com viés positivo e cotações sustentadas em diversas praças pecuárias do país. O cenário favorável é impulsionado pela oferta restrita de animais prontos para o abate, pelas escalas de produção enxutas nos frigoríficos e pela expectativa de aquecimento no consumo doméstico, impulsionado pela entrada dos salários e pelas vendas para o Dia dos Pais.
Apesar da tendência de firmeza nos preços, consultorias especializadas avaliam que o movimento de alta deve encontrar limites nas próximas semanas. A entrada gradual dos lotes oriundos de confinamento aumentará a disponibilidade de animais no mercado, o que deve conter valorizações explosivas e manter a cotação em patamares de maior equilíbrio entre oferta e demanda.
O momento atual consolida a recuperação registrada no encerramento de julho. Após uma primeira quinzena marcada por incertezas quanto ao ritmo das exportações e compras industriais, a escassez de gado terminado garantiu a retomada do valor da arroba.
Análise das Consultorias
- Safras & Mercado: Ressalta que a oferta restrita dificultou a composição das escalas das indústrias ao longo de julho, fator determinante para dar sustentação e força aos preços na abertura de agosto.
- Scot Consultoria: Aponta que a arroba destinada ao mercado interno paulista fechou julho cotada em R$ 348, enquanto o “boi-China” atingiu R$ 350.
Negociação por lotes: A Scot destaca que, embora a reação dos preços tenha atraído uma oferta discretamente maior, o volume está longe de representar excesso. Os frigoríficos mantêm maior poder de barganha sobre pequenas ofertas, pagando valores mais atraentes apenas por lotes volumosos e padronizados.



