Mato Grosso do Sul, 7 de outubro de 2026

Importação de fertilizantes no Brasil deve recuar mais de 10% em 2026

Altos preços reduzem importação de fertilizantes pelo Brasil em 2026

A importação de fertilizantes pelo Brasil deve registrar uma queda superior a 10% em 2026, com projeções estimadas entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas até o fim do ano. A retração ocorre mesmo diante da expectativa de expansão da área cultivada na safra 2026/27, que deve se aproximar de 85 milhões de hectares. O volume previsto fica abaixo do recorde de 45,5 milhões de toneladas atingido em 2025 e retoma patamares semelhantes aos observados em 2023.

A redução no volume importado é impulsionada diretamente pela alta nos custos dos insumos, decorrente de tensões geopolíticas e conflitos internacionais. Como o agronegócio nacional importa entre 80% e 85% dos fertilizantes consumidos no campo, a elevação dos preços externos pressiona a rentabilidade do produtor rural e força um reajuste nas estratégias de adubação para o próximo ciclo agrícola.

Para contornar o cenário adverso sem comprometer a produtividade, os agricultores têm recorrido a tecnologias de precisão e gestão de solo. Práticas como a aplicação de fertilizantes em taxa variável e a realização de análises laboratoriais detalhadas ganham espaço para otimizar os nutrientes aplicados, permitindo reduzir custos e evitar desperdícios em vez de efetuar cortes genéricos na lavoura.

Dados parciais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que o país acumulou cerca de 27 milhões de toneladas importadas até setembro. Para confirmar a estimativa anual, o ritmo de desembarques nos últimos meses de 2026 precisará se equiparar ao verificado no mesmo período do ano anterior, consolidando um ciclo de maior eficiência operacional e controle de despesas no setor.

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