Mato Grosso do Sul, 7 de outubro de 2026

Crédito rural atinge R$ 65,7 bilhões no início da safra 2026/2027

CPRs lideram operações com R$ 32,4 bilhões no início da safra

Os produtores rurais de médio e grande porte contrataram R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, entre julho e agosto de 2026. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.

As Cédulas de Produto Rural (CPRs) se consolidaram como o principal instrumento de financiamento no bimestre, movimentando R$ 32,4 bilhões — o equivalente a 49,2% de todo o montante contratado. A modalidade superou o custeio convencional, que somou R$ 23 bilhões (34,9%). Do total destinado ao custeio da produção, os produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões (52,2%), enquanto os enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contrataram R$ 11 bilhões (47,8%).

Para a comercialização, foram liberados R$ 4 bilhões, enquanto a industrialização recebeu R$ 2,9 bilhões. Já as operações de investimento, voltadas à modernização e aquisição de maquinário, somaram R$ 3,5 bilhões, impulsionadas pelo Pronamp Investimento (R$ 428 milhões) e pelo RenovAgro (R$ 413 milhões). No total, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos no período, dos quais 23.478 referem-se a emissões de CPRs.

Distribuição regional e fontes de recursos A Região Sul liderou em volume total e número de contratos, somando R$ 11,7 bilhões em 22.631 operações. Em seguida aparecem o Sudeste (R$ 9,6 bilhões), Centro-Oeste (R$ 7,2 bilhões), Nordeste (R$ 3,2 bilhões) e Norte (R$ 1,7 bilhão). Contudo, o Nordeste registrou o maior valor médio por contrato (R$ 1,05 milhão), enquanto o Sul apresentou a menor média por operação (R$ 516,5 mil).

Entre as fontes de financiamento controladas, os Recursos Obrigatórios representaram R$ 9,9 bilhões (41%), e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada somou R$ 6,7 bilhões (28%). Nas fontes não controladas, a LCA Livre destacou-se com R$ 7,6 bilhões. Do orçamento total de R$ 97,6 bilhões previsto em recursos equalizáveis para a safra, R$ 10,9 bilhões já foram concedidos no bimestre, com Banco do Brasil e BNDES liderando as operações de investimento.

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