Mato Grosso do Sul, 11 de agosto de 2026

Copasul investe R$ 1 bilhão em fábrica de processamento de soja em MS

Planta entre Naviraí e Juti processará 3 mil toneladas por dia

A Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense (Copasul) está construindo uma indústria de processamento de soja localizada entre os municípios de Naviraí e Juti, no sul de Mato Grosso do Sul. Com orçamento de R$ 1,013 bilhão, o projeto é o maior investimento já realizado na história da cooperativa. Quando entrar em operação, o complexo terá capacidade para processar diariamente até 3 mil toneladas do grão, transformando a matéria-prima em farelo e óleo vegetal.

O empreendimento conta com o apoio do Governo do Estado por meio do Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial pelo Cooperativismo (Procoop) e busca acelerar a industrialização no campo, agregando valor à safra sul-mato-grossense.

Avanço das obras e infraestrutura

A construção da unidade vem avançando em etapas estratégicas no terreno de 115 hectares:

  • Início dos trabalhos: A terraplanagem da área começou em abril de 2025, mobilizando equipes no preparo do solo para subestação de energia, acessos e estruturas graneleiras.
  • Março de 2026: A Copasul concluiu a energização da subestação principal da planta, marco decisivo para viabilizar o funcionamento dos sistemas de transporte de grãos e equipamentos industriais.

Apesar dos avanços na infraestrutura, a cooperativa ainda não divulgou a data oficial para o início das operações comerciais nem o volume total de empregos diretos que serão gerados após a conclusão.

Logística estratégica e agregação de valor

A localização no km 142,5 da BR-163, ao lado de uma fecularia já mantida pela Copasul, foi escolhida para otimizar o transporte e a recepção da produção agrícola regional. O projeto se conecta a outros investimentos recentes em armazenagem da cooperativa, como o complexo de silos Serra de Maracaju.

Com a nova planta, a produção local de soja deixará de ser comercializada apenas como matéria-prima in natura. O farelo resultante do escoamento abastecerá prioritariamente a cadeia de nutrição animal, enquanto o óleo vegetal atenderá demandas das indústrias alimentícia e de combustíveis nos mercados interno e externo.

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